terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Gerundiando a Vida

Nascendo,situando-se,mamando,chorando,engatinhando; crescendo,correndo,sujando,brincando,caindo,bronca levando,suando, se divertindo, a bola jogando, só com o presente se importando; crescendo, indagando, rebelando-se, beijando, sentindo, conhecendo, transando, enganando-se,votando,escolhendo,dirigindo, com o futuro sonhando; amadurecendo, trabalhando, estabilizando,se enervando, procriando, preocupando-se, se sustentando, dinheiro gerando, contratos assinando, calotes levando, o passado lembrando; envelhecendo, envergando-se, rememorando, às vezes sentido buscando, cabelo caindo, ainda sustentando, trabalhando,prosseguindo, por horas relutando, cansando, os tempos misturando; findando, os objetivos totalizando (ou não), ponderando, ressentindo,narrando, dispersando, o tempo já não esta mais sobrando, desde o início e agora ao fim: morrendo.

Gerundiando a vida os verbos se sucederiam ininterruptos: oscilando, alegrando, entristecendo, mesclando. Outros muitos tantos faltando, mas nunca num dualismo pleno.

Ps.: tinha postado isso num outro blog que fiz com uns amigos, mas a preguiça tratou logo de acabar com ele... Não sei porque raios não consegui formatar o texto

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores

Cada um tem lá o seu jardim, composto obviamente de flores mas não só isso. Porém gostaria de falar de três destas plantinhas que fazem parte do meu mundo. Espero que por delas tanto falar não se aborreçam e tentem se agradar.

Falando em agradar esta sobre a qual vos falo agora, foi a que mais demorei a me afeiçoar. Não obstante já esta aparecendo por aqui no jardim ( nesse caso céu). Fui aprendendo a gostar dela enquanto isso seu cabelo ia crescendo,hoje em dia esta maior do que jamais vi nesse tempo de convívio e na mesma proporção foi se nutrindo a admiração. Creio eu recíproca ( sem modéstia eu sei que é...), mas se a perguntasse ela responderia seja lá o que for quase que de bate pronto. Opinião formada sobre quase todo ponto essa flor tem, é característica em qualquer encontro e ai de alguém que do seu ponto de vista discordar. Vai se cansar, pois dela no máximo um empate vai arrancar, coleciona vitórias no auge de sua competitividade seja por qualquer bobagem.É por que ela tem Hora própria, com o perdão do trocadilho, mas sei que também é carinhosa pois no msn sempre se despede de mim como querido, porém aliviar nunca é devido.Sua determinação eu admiro. Soprem os ventos de todo seu eu-lírico, que vem do quase interior onde reside e do seu interior onde se criam, margeiem todo o mundo e misturado com o peculiar cheiro de alecrim e sentimento de calmaria misturados a autores russos e pinturas das quais muitas não compreendo e você não alcançará mas já terá chegado seu catavento. Essa flor destacada, laureada (quase mais um trocadilho), segue seu destino. Só não vá muito longe porque podes se adoentar, não é anedota que digo é o mais puro caçoar com muito de verdade em pleno ar.

Ar que muitas vezes fica mais leve quando essa outra flor sobre quem agora redijo esta por aí. Cantando, dançando, sorrindo ou os três juntos o que é prática bem comum ao mesmo tempo repetidas vezes que às vezes cansa. Mas nessas suas atitudes certas é certo também uma alegria constantemente constante que não é redundante, que ainda bem, por vezes é contagiante. Ela é sem dúvida emoção. Agora que me recordo das três flores esta foi a primeira em desabrochar em minha vida: perguntei algo sobre um texto e depois não entendi o seu nome. Situação normal, as duas eu acho ao menos a segunda eu tenho certeza. Uma cena casual que desembocou numa boa relação fraternal. Quase três anos que eu aguento sua risada estrondosa e as demais peculiaridades dessa rosa. É quase um triênio de quase quedas posteriores a gargalhadas, longos papos sobre fantasia, com álcool em gel muita profilaxia, indagações de como esta o meu dia, e companhia em noites de boêmia. Este último ponto característico de todas as três flores, que adoram espalhar seus ramos na mesa de um bom bar, afinal a cevada é um longínquo parente. Mas voltando a nanica flor sobre a qual estava dissertando já sinto um pouco de saudades dela nesse fim de ano assim como da primeira enunciada, já faz um tempo que não vejo as suas pétalas adoradas.

Saudades que só não sinto dessa terceira flor por que a labuta de cada dia ( soou drástico eu sei) me faz com a que veja todo dia. Flor que veio de lá de longe, de nome fácil e gostoso de rimar e que é um presente literalmente como sua alcunha denuncia. Flor que cora, da cor da amora, por causa do sol escaldante de lá de fora ou do rubor interior que às vezes aflora. Atabalhoada me diverte com seu jeito meio atrapalhado e desligado, seus eventuais sumiços e sua vida insone que às vezes até a prejudicam. Engraçado eu do alto de minha pouca idade vejo nela responsabilidades que não alcançaria, mas ao mesmo tempo acaba por me despertar cuidados de irmão mais velho, eu que ainda sou mais destrambelhado do que qualquer um deveria. A melhor anfitriã do meu jardim, desde que dela tomei conhecimento pelo menos uma vez no ano já se tem certo um festim, não por acaso em sua graça e no qual já vi situações de "hilariante peculiaridade", (deixemos as memórias livres). Espero muitas mais e junto com as outras duas flores.

Por fim não quero caminhar e cantar com minhas boas flores. Prefiro ficar "de boa" levando bronca de uma, escutando uma outra cantar e ver uma outra sorrir as três ações revezadas pelas três moças. Seja no banco de fora da sala de aula, ou na boa mesinha de bar, por aí afora, sei lá.

P.S.: Fazia tempo que não escrevia, daí talvez fosse bom falar de algo que gosto e conheço um pouco :). Sempre é inconclusivo falar de pessoas assim mas é prazeroso por ajudar minhas lembranças compartilhadas com elas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tochas

De lampião, lamparina, candeeiro,
Lanterna, vela ou fogueira de fogo ligeiro.
Da imponente, mas encarcerada do farol
Ou a melancólica, mas linda de um arrebol.
Nenhuma luz há...

As espalhadas no manto do céu
Ou as retratadas pela ponta de um pincel.
A natural dos vaga-lumes,
A artificial dos lustres
e a quase derradeira do fim do túnel.
Nenhuma luz há...

Que me faça esquecer
A dos teus olhos de inquisição.
Luz plena. Pura irradiação.
Causa do meu desvanecer.

domingo, 10 de abril de 2011

A Penumbra do Coração

Você foi pra lá, ficou naquele canto
Com mais algumas, nem sei quantas
Uma ou duas, poucas ou tantas?
Enfim arrumou um recanto.
Debaixo de uma coberta
Que vai te proteger insanamente
Sem motivo aparente,
Será presença certa.

Mas agora tácita e vaga.
Lembrança com ares de relevância
De sentimentos com importância
Que não imperam mas valem a paga.
Vez por outra lembrar instantes
E engavetá-los...
Virou sombra, esta na penumbra,
Mas veja bem que é oculto mas vívido
Pois é na penumbra do coração que se vislumbra
Os amores vividos e fictícios de um indivíduo.



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Passando a Bola

Love is just a game
Broken all the same
And I will get over you
Love is just a lie
Happens all the time
Swear I know this much is true
.............................................................

Don't let the sun be the one to change you baby
I wanna learn how to love, if I'm to know
Cause I wanna go where the people go
Cause I'm forever lost
Oh yeah, I'm forever lost


Ps.: como ando meio sem tempo trago um trecho de Love's a Game e de Forever Lost músicas da banda The Magic Numbers. Ta certo que isolados os trechos não fazem total sentido, mas eu gosto mesmo assim.

domingo, 21 de novembro de 2010

Descomplicou

O fardo me caiu nos ombros e carreguei nosso céu
como Atlas a suportar castigo cruel.
A consciência me pesou a mente
quase afundou entre os ombros minha cabeça indecente.
O cansaço afligiu minas pernas
as exauriu de forma eterna.
A tristeza nos meus olhos ficavam
as lágrimas escorriam e o corpo lavavam.
A magia acabou
meu andar penou, quase parou...
Mas teu amor chegou
bateu no coração e todo o resto levou.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Asas de Cera

Um dia desses esbarrei nela
E aquele dia passou a ser o dia de minha bela.
Com asas de cera saí voando
Mais fracas que as de Ícaro, mas estava planando
Ainda que pregado no chão,
Era pura paixão
Pregada nesse coração
Sem consciência ou razão.

E dia desses dei por mim
Que não deveria voar
Nesses horizontes sem fim
Mas que deveria pousar enfim.
O sol tostou a cera,
Você se foi minha cara
Apesar de estar bem aqui
Mas não do jeito que era ali,
Lá em acima de minha realidade
No céu de Ícaro onde eu invento minha verdade.

Estávamos de mãos dadas
Mas eu queria asas...
E não soube flutuar contigo.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vaga Lume

Vaga Lume

O lume vaga errante

Nas Esquinas e no teu semblante

Acende e pisca

Como o traseiro do inseto

Me aquece e cisma

Nessa inconstância fico irrequieto.


Acende, apaga

Abre, fecha

Eu, você

Dicotomias complementares paralelas a valer

Um sem o outro não da para viver.


E o lume segue vagando

Afinal sou por excelência humano

A luz que tanto eternece

Também se apaga e escurece,

Mas só para reacender mais forte...

E breve.


Vaga lume, lume vaga

Acabei de matar uma mosca que a muito me incomodava.



PS.: Atualizei!!!


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ônibus nããããoooo!!

Não gosto de ônibus, ainda mais ultimamente,
Ônibus me fazem pensar
Pensar me leva a refletir
Refletir me leva a lembrar
Lembrar me leva a erros
E tudo isso faz uma insossa sequência de palavras.
Um diálogo foi cortado,
Um laço foi afrouxado.

Ou paro de andar de ônibus
Ou paro de incorrer no mesmo erro.




E pra descontrair e explicar o título vai uma música legal do Ultraje:



segunda-feira, 10 de maio de 2010

Colcha de Retalhos

Te proponho: tentar entender teus desejos
E complementar teus anseios
Deixar você chorar por nada
Quando não houver mais jeito
Mas segurar teu sorriso sob seu queixo
Para que dele tu não esqueças.
Fazer da felicidade uma constante
Entrecortada por tristezas em relances
Faço o que estiver ao meu alcance
Este, no entanto pode ser flexível e reverberante
E que você também me agüente
Pois tenho muitos e outros tantos defeitos
Dados a você reciprocamente
Como os seus por mim vão sendo aceitos.

Nossas mãos se entrelaçando
Seus cabelos a enrolar nos meus dedos
E no meu ombro tua cabeça repousando,
De parte a parte a única do meu corpo
Que ainda é seu um amigo
Tenhas certeza de apreender este sentido,
Ainda digo mais uma coisa
Que eu possa escrever em sua boca.

Acho que de propostas você já esta farta
Ou nem tanto,
Esqueça isso um pouco e olhe aquele canto
Bem ali naquele olho d’água
(Que me tirou a atenção dos teus)
Esse mesmo onde um rio caudaloso deságua,
Vem surgindo um barco de papel
Meu amassado, encharcado e capenga
Mas que muito me lembra
Certo lirismo já perdido,
Embora eu ache que esse caso foi “fingido”.
Ele não morreu já é o terceiro dia
E como certo judeu ressuscitou
Então o tirei do lago, dei uma secada
Mas não o pus em um bolso ou peito
Te entreguei pois também é seu por direito
É melhor espalhá-lo sem pensar em nada.

Com isso já faço parte do proposto
Sem nem prometer
Mas deixo aí em cima, exposto
Pegue e vamos viver
Numa colcha de retalhos
Onde prosa, verso e teu sorriso
Saúde, tristeza e ferida
Amor, sangue e despedida
Se costuram indivisíveis
A grande inconstância do mundo
Nós dois humanos invisíveis
Perto de outros tantos ao lado e ao fundo
Fazendo nossa alegria ser previsível.

Acabou a inspiração
Mas não cessou a emoção
Essa nunca passa não se arrefece
Como andar de bicicleta não se esquece
Apesar de eu não saber o segundo
O primeiro é inerente e espera
Que você tenha re-sentimento profundo
Sinta novamente e sempre
E mesmo na recusa do proposto anteriormente
Aceite a parte que bem te entende.

Vamos ao ponto final
De caráter reticente
Pois ainda há exclamações, interrogações,
Aspas, orações, parágrafos e vírgulas
Muitas entradas e saídas
Uma semântica e gramática
De longe infinitas, mas claro nada pragmáticas
...

Ps.: Rapidinho pra não perder o vício. O outro PS ainda vale, mas eu ainda sou eu então saiu isso aí de cima.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Pausa Fúnebre

O pus num barco de papel e fiz descer um rio caudaloso
Lá se foi todo meu otimismo romântico
Falta não faz ou talvez não, quem sabe não é mesmo?
Mas me desfiz dessa vírgula sempre constante nos pensamentos e atitudes
Adeus.

Não estou voando e me sinto seguro
Não estou amando, mas sentindo muito
Foi embora meu romantismo,
A despedida triste e vergonhosa
Sem tempo certo de ir embora.
Por enquanto, e indeterminado eu me desfaço
Dos olhos e sorrisos que tanto me agrado,
Até mais meu lirismo.


Ps.: para os que lerem o citado acima não há nada de triste ou pessimista apenas desci do céu e me tornei realista.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

1/2

Metade cheio
Metade vazio
Meio copo em cima da mesa
A metade de quatro são dois
Dois olhos para cada face,
As nossas ainda distantes.
Meio-dia e meia
Já se foi metade do meu dia.

Escrevendo meias palavras
Que não fazem sentido por inteiro
Fico com toda a impressão
De ter te escrito meia poesia
Mas de ainda te dar todo o sentimento.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Triste Conto Sem Um Ponto

Chego em casa ponho os óculos em cima da mesa
Lentes divergentes
Destranco a gaveta das memórias
Atos inconsequentes
Abro a janela e desvaneço
Vejo uma estrela cadente
Tento escrever algo
As palavras fogem da minha mente
O meu erro foi o seu
Tão simples e contundente
E rememorar os tempos felizes
É uma tentativa imprudente,
O passado não volta
Como foi exatamente
Só posso me apegar a história
E interpretá-la convenientemente.

Ligo a tv para me distrair
Passa alguma notícia urgente
Mas é totalmente indivisível
Esse sentimento que agora é inerente,
A campainha toca
Uma melodia insistente
Corro até a porta aguardando
Ver sua figura novamente...
Que pena adormeci e sonhei
É apenas um triste conto infelizmente
Sem ponto final
Que nunca chega, eternamente
.

Espasmos Afetivos

Encontrei-a e nos abraçamos fortemente, com todo o carinho que podia haver entre a gente.
− Seus abraços estão mais carinhosos e apertados. Cinicamente ela falou.
− Não ligue não, são apenas espasmos afetivos.
− ??!!
− O coração também é um músculo, tenha certeza que ele palpita quando te vê daí então todo o resto vai junto numa espécie de osmose sentimental que faz surgir espasmos afetivos .
− Nossa isso foi biologicamente romântico.
− Isso foi um elogio?
− Não se preocupe o que vale é a intenção.
E se seguiram muitos outro espasmos.

A Garota do Poço

Era um dia escuro, sabe se lá porque e alguma coisa me intrigava. Fui andando assim como quem vai fazendo a obrigação a qual é designado. E sentada num banco eu a avistei, estava lá contemplativa e ao mesmo tempo irrequieta como alguém que lê algo e não esta entendendo – talvez seja assim que você esteja se sentindo. Mas bem ou mal acho que já a conhecia ou pelo menos adoraria, e tenho certeza que se não fosse o acaso pra fazer esse encontro eu mesmo o faria.

Pois bem, sentei-me. O tempo é relativo, não sei quanto dele se passou até o momento que de surpresa ela me arrematou aflita: “Sabe moço que de ansiedade eu sou um poço, fico querendo consumir tudo de uma vez toda a minha vida”. O dia ainda era escuro e, todavia eu ainda mais intrigado estava. Quem diria me sentar ao lado de um poço tão profundo. E no que ela ia falando de como se atrapalhava ao tentar fazer os seus desejos e do quanto errava em tudo e se arrependia, eu fui achando que mais bela, humana e parecida comigo e todo o resto ela não ficaria. E os seus dois grandes olhos de tudo os detalhes mais importantes, tanto que não eram detalhes. Eu acreditei que eles fossem os poços aos quais ela se referia... Finalmente depois da cheia de tudo o que ela confusamente exprimiu, pude parar e refletir ou na verdade contemplar pois acho que por fim entendi. Então pude emendar: “Moça não nego tua ânsia que de todas deve ser uma das maiores das inconstâncias dessa vida que é tão humana, mas sabe não se afogue nas águas que enchem esses dois poços que trazes, deixe isso para mim, tire deles pequenos baldes em doses pausadas ou nem tanto e não se esqueça de viver até o fim. E se precisar comigo pode contar pois sou pequeno mas meus ombros são fortes para que desses poços eu possa retirar um mar”.

O dia ainda se fazia escuro. Ela olhou-me espantada e grata, com um olhar de vergonha e ternura e viu toda minha (im)provável resposta entrar-lhe nos ouvidos e no seu coração fazer raiz. Ou pelo menos assim entendi, quando o seu sorriso pude admirar. A pequena então me abraçou e deixou um pouco do oceano que trazia consigo fluir. Eu o abraço devolvi e com um pouco de embaraço antes de me despedir fitei seus grandes olhos e corroborei o que entendi. “Moça ainda peço que agora depois disso tudo solte essa luz que esta aí presa e deixei-a inundar todo o mundo.”

Fui-me embora sem olhar para traz. Indo com minha missão cumprida, olhei ao redor e vi toda a luz voltar. Foi um dia de plena luz para mim e a garota do poço.

Post Scriptum

Mudei o nome e voltei a escrever
Já tinha falado dele algo
Deste céu que aqui trago
Mas foi uma daquelas explicações
Que rodeiam e não vão
A lugar algum e se vão
Mas vá lá
Ficou melhor assim
Agora posso ter um céu
Que sorri para mim
Inundado do que quiser
Esqueci de dizer
Esse tanto que não adianta nada
Então joguei mais um ps.

PS².: O nome mudou mas só ele mesmo, o antigo era pouquíssimo original e inconsistente por si só já que nem só de verso isso aqui se fazia portanto memso que não se explique o que eu queo com este novo nome ele esta aí com toda a cara de definitivo.

Saindo de Stand By

E já faz um certo tempo
Dois meses de tempo certo.
Foi por não querer
Por achar que não sabia mais
Não ohar pro lado e ler
Por me esquecer
Desviar minha inspiração...
E no fim e em suma
É minha toda a culpa,
Não sou bom com explicações
Mas parei de ficar parado
Nesse exato instante,
Estou saindo de stand by.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Inominável

E não se faz só, mas em conjunto
É um alvorecer mútuo
Acha- se no íntimo e ganha o mundo
Esta em quem e no que nos circunda
Vem cá dentro e nos inunda.
É para se conviver eternamente
Esquecido de vez e quando, fugazmente
Mas reacende fácil, simplesmente
Basta a lembrança perdida, displicente
Ou um olhar achado, docemente.
E eu não sei o que é
Felicidade, amor, amizade...
Inominável
É bem verdade.

A Inerência do Sorriso

E eu sei que estou fadado
A trazer aqui comigo
Aquilo que gosto de chamar: sorriso
E ele esta aqui ainda que às vezes calado
É insistente, persistente, inerente.
Não que ele não esmoreça
Por pouco desvaneça
Mas quando ele esta indo
Do oblíquo ao horizontal
E quase negativo
Eu o surpreendo e o ponho de ponta cabeça.

Mesmo calado e tácito
Ele esta aqui, é certo
Na minha boca bem declarado
Ou cá dentro bem perto
Ainda que triste e derrotado
Me atenho ao sorriso calado
Riso totalmente desatinado
Sou um otimista irrefreável
Com meu sorriso pleno e saudável.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O Sentimento do Mudo

Sabe existia um mudinho. Pobre garoto sua voz era sem som e sua palavras não faziam eco e eram estéreis suas interjeições. Ele caminhava com seus passos também mudos sem chamar muita atenção mas fitava as pessoas olho a olho, se ele não falava ao menos acreditava que seus olhos falavam e eram escutados. Olhos que transbordavam versos, diálogos, parágrafos e textos interiros, mas que pena o garoto estava errado pois se ele era mudo os olhos ao seu redor eram surdos e não o escutavam, mas ele tinha todo o sentimento não do mundo mas apenas o seu, o sentimento do mudo que era mais eloqüente que o de muitos, era tagarela para falar a verdade e a todos fazia questão de dizer pena que os ouvintes não eram atentos eram mais fracos de sentido que o mudinho.

“E ele achava que era mesmo diferente que aquilo ali não era o seu lugar” mas não decidiu comprar passagem para ir a lugar algum. Encarava agora muito mais as pessoas agora por obrigação. O deficiente era ele e os outros que eram insensíveis. Ficar apenas nos seus recolhidos escritos não era o suficiente. E como havia de ser eis que surge uma garota e os dois se acham no mundo do sentimento mudo e eles acharam que era romance perfeito. As palavras que eram vácuas agora se ligavam umas as outras. Mas a garota não era igual a ele nem a ninguém era cega de nascença também trazia consigo uma deficiência. Como se entenderam então? Ela com certeza sentiu aquilo que explodia dentro dele o sentimento do mudo tão grande que cabia nele todo o mundo, ou simplesmente ele aprendeu braile e ela libras ou finalmente o narrador nenhum pouco onisciente não sabe de nada e nem se importa só sei que ficaram juntos. Os olhos falantes do mudo ficaram bem ao lado dos ouvidos sensíveis dela e esse caso de amor peculiar foi indo e eu não sei mais nada então.

Bons ouvidos para fracos olhos, olhos perfeitos para quem é fraco de tato, um bom tato para quem nada ouve. Ninguém é perfeito e eu muito menos e sabe eu e o mudo não ligamos para isso então deixe estar continuamos sentindo.

Ps.: Pedaço tirado de "Faroeste Caboclo"
Ps 2.: Depois da terceira acho que você pega o jeito vou ter que trocar o nome do blog, prosear é bom.