quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores

Cada um tem lá o seu jardim, composto obviamente de flores mas não só isso. Porém gostaria de falar de três destas plantinhas que fazem parte do meu mundo. Espero que por delas tanto falar não se aborreçam e tentem se agradar.

Falando em agradar esta sobre a qual vos falo agora, foi a que mais demorei a me afeiçoar. Não obstante já esta aparecendo por aqui no jardim ( nesse caso céu). Fui aprendendo a gostar dela enquanto isso seu cabelo ia crescendo,hoje em dia esta maior do que jamais vi nesse tempo de convívio e na mesma proporção foi se nutrindo a admiração. Creio eu recíproca ( sem modéstia eu sei que é...), mas se a perguntasse ela responderia seja lá o que for quase que de bate pronto. Opinião formada sobre quase todo ponto essa flor tem, é característica em qualquer encontro e ai de alguém que do seu ponto de vista discordar. Vai se cansar, pois dela no máximo um empate vai arrancar, coleciona vitórias no auge de sua competitividade seja por qualquer bobagem.É por que ela tem Hora própria, com o perdão do trocadilho, mas sei que também é carinhosa pois no msn sempre se despede de mim como querido, porém aliviar nunca é devido.Sua determinação eu admiro. Soprem os ventos de todo seu eu-lírico, que vem do quase interior onde reside e do seu interior onde se criam, margeiem todo o mundo e misturado com o peculiar cheiro de alecrim e sentimento de calmaria misturados a autores russos e pinturas das quais muitas não compreendo e você não alcançará mas já terá chegado seu catavento. Essa flor destacada, laureada (quase mais um trocadilho), segue seu destino. Só não vá muito longe porque podes se adoentar, não é anedota que digo é o mais puro caçoar com muito de verdade em pleno ar.

Ar que muitas vezes fica mais leve quando essa outra flor sobre quem agora redijo esta por aí. Cantando, dançando, sorrindo ou os três juntos o que é prática bem comum ao mesmo tempo repetidas vezes que às vezes cansa. Mas nessas suas atitudes certas é certo também uma alegria constantemente constante que não é redundante, que ainda bem, por vezes é contagiante. Ela é sem dúvida emoção. Agora que me recordo das três flores esta foi a primeira em desabrochar em minha vida: perguntei algo sobre um texto e depois não entendi o seu nome. Situação normal, as duas eu acho ao menos a segunda eu tenho certeza. Uma cena casual que desembocou numa boa relação fraternal. Quase três anos que eu aguento sua risada estrondosa e as demais peculiaridades dessa rosa. É quase um triênio de quase quedas posteriores a gargalhadas, longos papos sobre fantasia, com álcool em gel muita profilaxia, indagações de como esta o meu dia, e companhia em noites de boêmia. Este último ponto característico de todas as três flores, que adoram espalhar seus ramos na mesa de um bom bar, afinal a cevada é um longínquo parente. Mas voltando a nanica flor sobre a qual estava dissertando já sinto um pouco de saudades dela nesse fim de ano assim como da primeira enunciada, já faz um tempo que não vejo as suas pétalas adoradas.

Saudades que só não sinto dessa terceira flor por que a labuta de cada dia ( soou drástico eu sei) me faz com a que veja todo dia. Flor que veio de lá de longe, de nome fácil e gostoso de rimar e que é um presente literalmente como sua alcunha denuncia. Flor que cora, da cor da amora, por causa do sol escaldante de lá de fora ou do rubor interior que às vezes aflora. Atabalhoada me diverte com seu jeito meio atrapalhado e desligado, seus eventuais sumiços e sua vida insone que às vezes até a prejudicam. Engraçado eu do alto de minha pouca idade vejo nela responsabilidades que não alcançaria, mas ao mesmo tempo acaba por me despertar cuidados de irmão mais velho, eu que ainda sou mais destrambelhado do que qualquer um deveria. A melhor anfitriã do meu jardim, desde que dela tomei conhecimento pelo menos uma vez no ano já se tem certo um festim, não por acaso em sua graça e no qual já vi situações de "hilariante peculiaridade", (deixemos as memórias livres). Espero muitas mais e junto com as outras duas flores.

Por fim não quero caminhar e cantar com minhas boas flores. Prefiro ficar "de boa" levando bronca de uma, escutando uma outra cantar e ver uma outra sorrir as três ações revezadas pelas três moças. Seja no banco de fora da sala de aula, ou na boa mesinha de bar, por aí afora, sei lá.

P.S.: Fazia tempo que não escrevia, daí talvez fosse bom falar de algo que gosto e conheço um pouco :). Sempre é inconclusivo falar de pessoas assim mas é prazeroso por ajudar minhas lembranças compartilhadas com elas.