sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tochas

De lampião, lamparina, candeeiro,
Lanterna, vela ou fogueira de fogo ligeiro.
Da imponente, mas encarcerada do farol
Ou a melancólica, mas linda de um arrebol.
Nenhuma luz há...

As espalhadas no manto do céu
Ou as retratadas pela ponta de um pincel.
A natural dos vaga-lumes,
A artificial dos lustres
e a quase derradeira do fim do túnel.
Nenhuma luz há...

Que me faça esquecer
A dos teus olhos de inquisição.
Luz plena. Pura irradiação.
Causa do meu desvanecer.

domingo, 10 de abril de 2011

A Penumbra do Coração

Você foi pra lá, ficou naquele canto
Com mais algumas, nem sei quantas
Uma ou duas, poucas ou tantas?
Enfim arrumou um recanto.
Debaixo de uma coberta
Que vai te proteger insanamente
Sem motivo aparente,
Será presença certa.

Mas agora tácita e vaga.
Lembrança com ares de relevância
De sentimentos com importância
Que não imperam mas valem a paga.
Vez por outra lembrar instantes
E engavetá-los...
Virou sombra, esta na penumbra,
Mas veja bem que é oculto mas vívido
Pois é na penumbra do coração que se vislumbra
Os amores vividos e fictícios de um indivíduo.



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Passando a Bola

Love is just a game
Broken all the same
And I will get over you
Love is just a lie
Happens all the time
Swear I know this much is true
.............................................................

Don't let the sun be the one to change you baby
I wanna learn how to love, if I'm to know
Cause I wanna go where the people go
Cause I'm forever lost
Oh yeah, I'm forever lost


Ps.: como ando meio sem tempo trago um trecho de Love's a Game e de Forever Lost músicas da banda The Magic Numbers. Ta certo que isolados os trechos não fazem total sentido, mas eu gosto mesmo assim.

domingo, 21 de novembro de 2010

Descomplicou

O fardo me caiu nos ombros e carreguei nosso céu
como Atlas a suportar castigo cruel.
A consciência me pesou a mente
quase afundou entre os ombros minha cabeça indecente.
O cansaço afligiu minas pernas
as exauriu de forma eterna.
A tristeza nos meus olhos ficavam
as lágrimas escorriam e o corpo lavavam.
A magia acabou
meu andar penou, quase parou...
Mas teu amor chegou
bateu no coração e todo o resto levou.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Asas de Cera

Um dia desses esbarrei nela
E aquele dia passou a ser o dia de minha bela.
Com asas de cera saí voando
Mais fracas que as de Ícaro, mas estava planando
Ainda que pregado no chão,
Era pura paixão
Pregada nesse coração
Sem consciência ou razão.

E dia desses dei por mim
Que não deveria voar
Nesses horizontes sem fim
Mas que deveria pousar enfim.
O sol tostou a cera,
Você se foi minha cara
Apesar de estar bem aqui
Mas não do jeito que era ali,
Lá em acima de minha realidade
No céu de Ícaro onde eu invento minha verdade.

Estávamos de mãos dadas
Mas eu queria asas...
E não soube flutuar contigo.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vaga Lume

Vaga Lume

O lume vaga errante

Nas Esquinas e no teu semblante

Acende e pisca

Como o traseiro do inseto

Me aquece e cisma

Nessa inconstância fico irrequieto.


Acende, apaga

Abre, fecha

Eu, você

Dicotomias complementares paralelas a valer

Um sem o outro não da para viver.


E o lume segue vagando

Afinal sou por excelência humano

A luz que tanto eternece

Também se apaga e escurece,

Mas só para reacender mais forte...

E breve.


Vaga lume, lume vaga

Acabei de matar uma mosca que a muito me incomodava.



PS.: Atualizei!!!


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ônibus nããããoooo!!

Não gosto de ônibus, ainda mais ultimamente,
Ônibus me fazem pensar
Pensar me leva a refletir
Refletir me leva a lembrar
Lembrar me leva a erros
E tudo isso faz uma insossa sequência de palavras.
Um diálogo foi cortado,
Um laço foi afrouxado.

Ou paro de andar de ônibus
Ou paro de incorrer no mesmo erro.




E pra descontrair e explicar o título vai uma música legal do Ultraje: